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 [Reedição] Tudo por Amor

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Hellly
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MensagemAssunto: [Reedição] Tudo por Amor   Qua Jan 13, 2010 8:12 pm

Sinopse:

- Promete que não te vais esquecer de mim! – Dizia Bill olhando nos dela.


-Prometo! – A menina sorriu para ele corada.


- Promete que vais voltar!


- Prometo Bill! Nunca me vou esquecer de ti! – A menina deu um beijo
tímido no rosto dele e afastou-se.



Bill aproximou-se e deu um beijo estalado nos lábios dela. A menina
sorriu para ele mais uma vez.



- Será o nosso segredo! – Sussurrou no ouvido dela.


Os pais de Bill pegaram nele ao colo e ele acenou para ela em sinal de
adeus. Nicole cruzou as pernas e balançava o seu corpo para os lados sorrindo
tristemente á medida que Bill desaparecia.



- Vamos querida! – Nicole entrou no carro, mas pronta para voltar
qualquer dia.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qua Jan 13, 2010 8:16 pm

quero mais rapido
fiquei super curiosa
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Hellly
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qua Jan 13, 2010 8:17 pm

Prólogo



Olá, eu sou a Nicole. Porém toda a
gente me chama de Nicky. Logo tu também me podes chamar assim. Tenho 17 anos e
vivo em Portugal. Porquê? Porque os meus pais mudaram-se da Alemanha quando eu
tinha quatro anos. Não me peças para te dizer sobre o que me lembro de Berlim,
porque as minhas memórias são de zero! Isso mesmo, eu não me lembro de nada
enquanto vivi na Alemanha. Eu era uma criança feliz desde que me lembro, e
assim continuei até há três meses atrás. Sim, todo o meu mundo desabou há pouco
tempo atrás. Queres saber porquê? Então senta-te, deita-te ou levanta-te, como
preferires. Mas eu aviso já, tal como o começo, o fim da história pode ser
igualmente triste.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qua Jan 13, 2010 8:21 pm

deixaste ainda mais curiosa
posta logo
eu quero, eu preciso, eu exijo mais rapidamente
amo-te maninha querida
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Hellly
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qua Jan 13, 2010 9:21 pm

1






“A tristeza é a agonia de um momento.
Cultivar a tristeza, um erro de toda a vida." (Benjamin Disraeli)






Eu não sabia porque estava rodeada
por todo aquele silêncio. Os meus olhos não abriam por mais que me esforçasse,
não sentia o meu corpo, eu não sentia nada… Nada! A minha mente estava vazia,
leve. Tentei sentir o meu coração bater, e nada. O nada tinha me possuído por
completo. Pergunto-me se estou morta. Será que sim?






Escuridão para que te quero?


Dá-me uma luz para me poder guiar


Nas tuas estradas sem chão,





Diz-me onde começas


Que eu ponho um fim em ti,


Mas por favor não me presenteies


Com o teu silêncio amargurado





Se todas as tuas ruas significam


De que apenas há um sentido,


Então aceitarei o meu destino


E me deixarei embalar


Nos braços da minha morte.





Mas para minha infelicidade, os meus
olhos abriram-se e a primeira sensação que tive foi dor.






Vida por vezes nos traz


Momentos de felicidade, porém


Pergunto-me se a tristeza


É uma certeza constante





A dor física que agora sinto


É como um aviso para a destruição


Da minha vida sem brilho





Tantas questões aqui feitas,


E nenhuma resposta escrita,


O que será que a dor


Me reserva?


Primeira coisa que vi foi um tecto
branco, mas porquê branco? Fazia com que sentisse dor nos olhos… Mais dor.
Irritação veio de seguida, mas porque tenho de sentir dor? Porque não posso
apenas estar no meu quarto a encarar as minhas paredes pretas?



Bip, bip, bip… Aquele barulho era
insuportável e irritante! Mas que porra era aquele som e o que raio estava
acontecer?



Um gemido involuntário saiu da minha
boca. Eu não podia mexer-me, regra número um. Regra número dois, melhor ter calma
para não quebrar a primeira regra. E regra número três, fazer as perguntas
todas enquanto estou viva.



- Nicole… - Eu ouvi o meu nome ser
sussurrado? De uma mulher?



Então chegou ao meu campo de visão
uma mulher. Hey! Mas eu conheço-a!



- Tia? – Surpreendi-me com a minha
voz rouca e quase inaudível.



- Sim sou eu minha querida.


Ela tocou no meu cabelo, até aí tudo
bem, mas quando apertou a minha mão então eu fiz outra regra. Regra número
quatro, não deixar que alguém me toque.



- Por favor, não me toques. Sinto o
meu corpo dolorido.



Ela retirou logo a sua mão, e como eu
já devia ter percebido, aquele lugar era um hospital. E eu era uma paciente
deitada numa cama e podia sentir os meus ossos reclamarem com a dor. Regra
número cinco, nunca se esqueçam que uma doente nunca está de perfeita saúde
mental quando acorda dum coma. Eu disse coma?



Observei os olhos inchados e
vermelhos da minha tia. Eu sabia que toda a felicidade tinha um fim, e a minha
tinha acabado naquele momento.



- O que aconteceu? – Perguntei.


Eu não queria pensar, tinha medo do
que poderia vir a recordar. Dor, dor e dor. Eu via a minha inútil vida ser
despejada para o calabouço da extrema tristeza sem uma ponta de alegria.



- Não te lembras? – Perguntou ela.


Então eu fui obrigada a relembrar o
momento que me tinha condenado ao inferno que eu própria criei.



Flashback On


- Nicky apenas estou a dizer que
devias falar mais connosco!



- Mãe, quantas vezes já te disse para
não te preocupares? Eu estou bem!



- Não estás não, tu chegas a casa
quarto e fechas-te no teu quarto e ninguém mais sabe de nada! – Dizia o meu
pai.



Era apenas mais um dia em que ele me
levava para a escola, estou a cursar humanidades, era o meu último ano do
liceu.



Até que de repente vi um carro
vermelho na nossa direcção…



Flashback Off


Regra número seis, a tristeza é a
certeza das minhas consequências, portanto, estar ciente de que o que aconteceu
foi tudo minha culpa.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qua Jan 13, 2010 9:33 pm

oh tao lindo
quero mais
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qui Jan 14, 2010 9:03 pm

2






“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre
dentro de nós enquanto vivemos.”
(Norman Cuisins)





Alguns dizem que o tempo é o remédio
para todo o sofrimento, mas eu digo que a minha tristeza não tem cura. O enorme
vazio que sempre senti estava agora a ser devorado pela culpa e pela dor por
tê-los perdido.



Nunca fui uma rapariga muito extrovertida, e odiava ter que
meter os meus pais na minha vida quando eles já tinham mais em que pensar. Não
queria ser um peso na vida deles, e por isso passei a resolver os meus próprios
problemas e dilemas sozinha. E só de recordar que eles estavam naquela campa
por minha causa dava-me vontade de berrar comigo própria por ter sido tão
estúpida e ter feito tudo errado. Culpa minha porque eles apenas se preocupavam
comigo, culpa minha porque não consegui dar a porra de uma resposta para os
deixar tranquilos, culpa minha porque nunca lhes disse o quanto os amava… Culpa
minha porque aquele acidente apenas aconteceu por minha culpa e que maldita
culpa.



Tristeza a
minha que veio para ficar



Neste
turbilhão de sentimentos vazios,



Imploro para
a dor não me deixar



Esquecer
desta culpa venenosa






Lágrimas
eternas



Para sempre
no meu coração



O vazio que
agora me corrói



Impede-me de
respirar






Felizes eram
os tempos



Em que vos
tinha ao pé de mim,



Agora tudo
se foi



E eu fiquei
para trás.






Eu sentia-me
perdida e sozinha depois que eles tinham morrido. E para mim a vida andava com
tempestades agressivas e de certezas incertas. Como descrever a minha tristeza?
Impossível, não há palavras que definem exactamente aquilo que sinto em relação
á perda. Mas sentia-me morrer por dentro enquanto lutava por fora para manter a
máscara de que estava tudo bem e que ia superar. O que na verdade superar a dor
parecia impossível, e eu sentia-me um caco por ter que viver sem eles.



Tinha saído
do hospital há poucos dias, e a primeira coisa que fiz foi vir ao cemitério
onde eles estavam enterrados. Foi uma dor devastadora que me possuiu naquele
momento, saber que eles tinham partido e que não iam voltar. Saber que não
podia fazer nada.



- Vamos
embora querida, em breve vai chover… - A minha tia ia ficar comigo durante os
meses em que acabava o liceu, como ela era responsável por mim, tinha que ir
viver com ela para Berlim. Podia ser uma oportunidade de recomeçar a minha
vida, mas a partir do dia em que acordei do coma eu simplesmente deixei de
viver por livre vontade e apenas respirava para não dar mais uma tristeza aos
meus tios.






Pesadelos
que me caçam de noite



Impedem-me
de seguir com o meu sono



Cheio de
flores perfumadas



E de
pássaros a bailar






A minha
canção de ninar



Não mais é
tocada



E eu fico
assim,



Como uma
brisa nostálgica



Que se perde
no ar






Diz-me mãe
se o tempo pode



Voltar
atrás,



Diz-me se
ainda posso recuperar



Os nossos
momentos de felicidade






Peço perdão se alguma vez te


Desiludi,


Mas acredita, se houvesse alguma


Oportunidade de compensar todo


O tempo em que estive ausente


Eu faria de tudo para ter esse


Tempo de volta…





- Nicky! Acorda! Está tudo bem! –
Abri os meus olhos, encarei o tecto preto por um segundo. Outro pesadelo. E era
sempre o mesmo. O carro vinha contra o nosso e eu apenas gritava com a luz
incandescente que fazia doer os meus olhos.



Chorava sempre quando a minha tia saía
do meu quarto, eu sofria em silêncio e não deixava que ninguém visse o quanto
devastada estava. E a partir do momento em que saí do hospital deixei de me
preocupar se alguém tinha pena ou o que elas pensavam de mim. Eu estava
indiferente para todos há minha volta, apenas me agarrava á dor alimentando-a
cada vez mais, como se eu própria merecesse todo aquele inferno. E foi então
que me isolei completamente e entrei na minha maldita depressão que me ia
matando aos poucos.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qui Jan 14, 2010 9:13 pm

tao lindo
tu nao tens culpa nicky
isso acontece
continua
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sab Jan 16, 2010 3:16 pm

3



“É difícil suportar a dor da despedida, principalmente quando a partida,
é para nunca mais voltar.”
(Jair de Assis)


Tive o triplo do trabalho que todos
os meus colegas da minha turma tiveram, por ter faltado quatro meses às aulas
tive imensas provas de recuperação e ainda os exames de aprovação para a
faculdade de Berlim. O que fez da minha cabeça estourar assim que me vi livre
desse pequeno pesadelo.



Porém, outro ainda maior estava para
começar. Em poucos dias ia para Berlim viver com os meus tios e com a minha
prima Kelly. A minha prima e eu éramos bastante chegadas, porém, com a minha
depressão acabei por deixar de falar com ela e apenas dava respostas curtas
quando me telefonava. Eu realmente não queria que ninguém compartilha-se da
minha dor, ninguém mais tinha que sofrer a não ser eu.



Partir iria ser difícil, uma vez que
eu cresci aqui e todas as memórias boas que passei foram passadas neste lugar.
E depois, deixar os meus pais e ficar longe deles iria ser das coisas que mais
iam magoar-me. É realmente uma porra quando não tens vontade de viver e apenas
continuas a respirar para não ser mais uma desilusão.



Eu nem sempre fui assim, era uma
rapariga feliz, com a família perfeita. Até que começou a apoderar-se de mim um
vazio. Um vazio que eu não sabia de onde vinha nem o porquê. Apenas não sabia o
que me faltava para ser continuar a ser feliz. Até que comecei a fechar-me no
quarto horas a fio, a tentar perceber o que havia de errado.



Estava a empacotar as minhas coisas,
iria mandar pelo correio para a nova casa, quando a minha tia entrou no quarto.



- Então ainda falta muito?


- Não, só mais esta e fica pronta… -
A minha voz não passava de um sussurro. E da última vez que me vi ao espelho,
estava com olheiras horríveis e muito pálida. Bom, para ser clara, eu estava um
desastre.



Anne olhou para mim com aquele olhar
preocupado, o que eu odiava. Só me fazia sentir ainda pior. Ela de alguma
maneira sabia que eu precisava de viver na dor para seguir em frente seja de
que maneira, e eu agradecia por ela não insistir comigo.



Olhei pela janela, estava sol. Odiava
o sol nos últimos dias, sufocava-me sempre que saía de casa. Odiava imensas
coisas ultimamente.



Olhei para a casa vazia, como eu me
sentia.






Casa nua, vazia,


Como o meu ser


Desprovido de alegrias





Um adeus que sai do meu silêncio


Como uma tortura sufocante,


Dias negros que atormentam o meu
coração



Imploro por paz e por alguma luz


Que me guie por esta vida indesejada.





- Pronta? – Perguntou a minha tia.


- Sim… - Sussurrei.


Encostei a minha cabeça no banco e
fechei os olhos á espera que aquelas malditas horas passassem e chegasse logo a
Berlim.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sab Jan 16, 2010 3:52 pm

tao lindo.
adorei mesmo.
quero mais.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qui Jan 21, 2010 12:42 am

“Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres,
nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não
descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”
(Miguel Torga)


Saí do avião com o meu humor negro de
sempre. E senti uma sensação familiar naquele aeroporto. Provavelmente estive
aqui quando era criança. Muitas pessoas diziam que era normal não me lembrar de
nada do meu passado, porém, eu não achava nada de normal. E há medida que
olhava as ruas e as casas, cada vez mais me familiarizava com os lugares.



Embora que tenhamos demorado alguns
minutos a chegar a casa dos meus tios, fiquei maravilhada. Não era muito grande
mas também não era pequena. Com dois andares e rodeada por um lindo jardim. Vi
Kelly a olhar para mim na janela, deu-me um aperto no coração. Afastei-a tanto
de mim nos últimos meses que já nem deve querer olhar para a minha cara. Mas
estava redondamente enganada, assim que entrei, Kelly correu escadas abaixo e
abraçou-me com força.



- Bem-vinda. – Ela disse.


Correspondi ao toque dela com um
pequeno e frágil abraço.



- Obrigada… - Sussurrei.


Kelly fez-me uma visita guiada pela
casa inteira, e quando parámos no meu quarto, vi as minhas caixas no chão e as
minhas malas em cima da cama.



- Queres ajuda para arrumar? – Ela
perguntou.



- Não obrigada. – Respondi com um
ligeiro sorriso.



Kelly saiu deixando-me sozinha no meu
novo quarto. Então tirei os meus óculos escuros e olhei para o espelho que
estava na minha frente. Desastre, eu continuava um desastre. Suspirei, talvez o
meu pesadelo não acabe nunca e acabarei neste inferno para toda a vida.



Desempacotar e arrumar. Foi a minha
missão durante a hora seguinte. E de seguida, olhei para os comprimidos que o
meu médico me tinha receitado. Vou ser sincera, nunca tomei aqueles
comprimidos, tentava ficar sem dormir para fugir aos pesadelos, porém, acabava
sempre por adormecer e acordava aos gritos. Se eu tomasse aqueles comprimidos
iria dormir sem sonhar, mas o problema era que corria o risco de ficar dependente,
e mais uma complicação só me iria estragar mais a vida.



Fiquei deitada na cama durante horas,
sentia-me cada vez mais cansada. Precisava de dormir urgentemente. Olhei para
os comprimidos mas virei as costas e deixei-me adormecer. E tudo veio de novo,
o carro vermelho, as luzes brancas…



- Nicky! – Abri os olhos para a
realidade, Kelly estava sentada ao meu lado em expressão de choque. E a minha
aparência não ajudou em nada.



- Tudo bem? – Ela perguntou com
alguma hesitação.



- Sim, foi apenas um pesadelo.


Kelly olhou os comprimidos e depois
voltou o seu olhar para mim. Era realmente uma porra sentir-me culpada de tudo
e ainda ter que sentir as preocupações dela e dos meus tios sobre mim. Era tudo
um inferno.



- O jantar está pronto. – Ela falou
ainda a encarar-me.



- Eu desço já.


Kelly saiu e eu encarei a janela. Vi
o céu escuro e senti um aperto no coração. Perguntei-me se aquele sofrimento
nunca teria fim. Desci as escadas e fui para a sala de jantar. Vi o meu tio
sentado, e quando me viu sorriu tranquilamente. Pude ver a mensagem de
preocupação patente nos seus olhos. Se ao menos conseguisse tranquilizá-los a
todos. Se ao menos eu conseguisse sair desta maldita depressão e viver a minha
vida…



Voltei para o meu quarto depois do
jantar. E assim voltei para a minha rotina de antigamente. Fechava-me no quarto
horas a fio e apenas saía para as horas do almoço. Os pesadelos continuavam, a
minha aparência apenas piorava, e o meu sofrimento matava-me aos poucos.



Naquele dia, como todos os outros,
estava deitada na minha cama a tentar manter-me acordada. Porém, Kelly bateu á
porta e entrou. Durante aqueles dias, Kelly não me disse nada, percebeu que
precisava de espaço e por isso não interferiu. Mas desta vez foi diferente…



- Eu convidei uns amigos para virem
cá hoje á tarde. Porque não ficas connosco na sala?



- Não, eu fico por aqui obrigada. –
Amaldiçoei-me infinitas vezes por preocupá-la e por não ter vontade para viver.
Eu existia, não vivia.



- Nicky, eu seu que estás a sofrer
bastante, mas eu acho que está na hora de deixares que te ajude. Eu não aguento
mais ver-te assim! Por favor, reage!



Eu não disse nada, apenas continuei a
encarar a janela á espera que ela desistisse e saísse dali para poder chorar.
Eu não sabia mais o que fazer.



As horas passavam, e eu lutava para
continuar acordada. Tirei os comprimidos da gaveta e olhei para eles. Talvez
fosse uma solução.



Desci as escadas e ouvi Kelly e os
seus amigos a conversarem. Não me aproximei, fui para a cozinha e enchi um copo
com água.



- Ela precisa muito de ti e de
certeza que ela sabe disso. Dá-lhe mais tempo para sair do seu refúgio.



Parei naquele momento, aquela voz
soou nos meus ouvidos como uma lembrança do passado.



Flasback On


- Promete que não te vais esquecer de mim! – Dizia Bill olhando nos dela.


-Prometo! – A menina sorriu para ele corada.


- Promete que vais voltar!


- Prometo Bill! Nunca me vou esquecer de ti! – A menina deu um beijo
tímido no rosto dele e afastou-se.



Bill aproximou-se e deu um beijo estalado nos lábios dela. A menina
sorriu para ele mais uma vez.



- Será o nosso segredo! – Sussurrou no ouvido dela.


Os pais de Bill pegaram nele ao colo e ele acenou para ela em sinal de
adeus. Nicole cruzou as pernas e balançava o seu corpo para os lados sorrindo
tristemente á medida que Bill desaparecia.



- Vamos querida! – Nicole entrou no carro, mas pronta para voltar
qualquer dia.



Flasback Off


O meu coração batia freneticamente, o
que me incomodou. Pois há tanto tempo que não o sentia desta maneira. Bill. O
meu amigo que deixei aqui em Berlim quando tinha quatro anos. Seria mesmo ele
naquela sala?



Fiquei parada com o copo na mão
longos minutos, até que ouvi as vozes aproximarem-se da cozinha. Acordei do meu
transe e ao sair da cozinha esbarrei-me contra alguém.



- Desculpa. – Sussurrei.


Sem nem olhar para a cara dele, subi
as escadas para tomar o comprimido, ficando o perfume daquele ser preso nas
minhas narinas por longas horas.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Qui Jan 21, 2010 1:34 am

lindo
adorei como sempre
quero mais e mais e mais ... ... ... ... ...
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sex Jan 22, 2010 1:16 am

5- Ponto de Vista do Bill



"Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos
sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir."
(Khali Gibran)


Rolei na cama não sei quantas vezes.
Mas estava realmente difícil adormecer. Falta de sono? Talvez. Ultimamente
ficavas noites assim, a contemplar o escuro sem saber o que fazer para
preencher mais a minha vida. Para quase todos eu era o Bill Kaulitz, o vocalista
da banda Tokio Hotel. Era adorado por milhões de fãs e elogiado pelo meu estilo
original. Para as pessoas que mais amo sou apenas o Bill. Um rapaz de dezoito
anos normal com problemas normais. E eu? O que eu pensava sobre mim? Era
difícil sair do palco, das entrevistas e das sessões de fotografias e mudar
para o Bill. Pergunto-me até qual é a diferença entre o Bill Kaulitz e o Bill
verdadeiro.



Rolei na cama mais uma vez, tenho um
grande defeito: pensar demasiado. Outros atribuem como sendo o perfeccionismo.
Eu discordo completamente. Apenas quero que tudo seja perfeito para agradar aos
nossos fãs e dar-lhes aquilo que eles merecem por nos apoiarem tanto.



Levantei-me da cama. Estava farto de
estar deitado.



- Bill acorda! Temos de ir para o estúdio.
– Ouvi a voz do meu irmão.



Abri os olhos e vi a cara do Tom
impaciente.



- Já vou… - Respondi morto de sono.


Relembrei da noite passada, tinha
adormecido no sofá da sala a ver um filme. E hoje as minhas costas iriam
reclamar.



- Parece que hoje os papéis
inverteram-se.



- Cala-te. Eu apenas dormi mal de
noite.



Tom riu-se do meu humor negro e
respondeu:



- O menino está mal disposto hoje!


Peguei numa almofada e atirei para
ele. Tom sempre gostava de pegar comigo, mas ele pode esperar por resposta!



Levei uma hora a preparar-me para
sair de casa. A pior parte de sermos famosos era os paparazzi que nos
perseguiam para todo o lado. Claro que conseguíamos despistá-los quando
precisávamos, mas tornava-se incomodativo quando queres privacidade e lá
estavam eles a quebrar o nosso desejo.



Cheguei ao estúdio e vi Andreas com a
namorada. Invejava-o numa coisa: Andreas era amado. Há bastante tempo que não
me apaixonava. Desde que a banda começou a fazer sucesso que não tive
oportunidade para dar ao meu coração aquilo que mais ansiava. Desisti de
procurar por entre a multidão quando o tempo passava e ela não aparecia. E se a
rapariga ideal estava no meio das raparigas que gritavam o meu nome e eu apenas
não a vi? Suspirei, tantos vocalistas de bandas conhecidas que mantinham um
relacionamento na maior normalidade e eu continuava sem me apaixonar.



Por vezes os nossos amigos faziam-nos
uma pequena visita quando estávamos fechados no estúdio a trabalhar para o
próximo álbum.



- Então mais um dia de trabalho? –
Perguntou Andreas aproximando-se.



- Tem que ser, estamos na fase final
do nosso álbum.



- Bom, eu e Sacha viemos perguntar-te
se queres vir a casa da Kelly. Os tios que moram em Portugal faleceram e a
prima está em coma. Está super mal.



Odiava notícias daquelas. Kelly era
nossa amiga, e por isso ia acabar o trabalho mais cedo para lhe dar apoio.
Falei com Tom, ficou ainda mais preocupado que todos nós. Havia vezes em que
via no olhar dele algo mais que amizade, mas sempre que os dois se juntavam
nada acontecia. Enfim, talvez fosse apenas impressão minha.



- Nós vamos no final da tarde. –
Disse a Andreas depois de falar com Tom.



Eles foram embora, e assim que Georg
e Gustav chegaram fomos adiantando o trabalho para visitar Kelly.



A banda era a grande parte da minha
vida que me fazia feliz. Cantar era a minha principal paixão, e quero continuar
a fazê-lo até quando me for possível.



Assim que o nosso trabalho acabou, eu
e Tom partimos para casa de Kelly. E fiquei com o coração apertado ao vê-la
chorar e sofrer pela sua prima que também era a sua melhor amiga que não
acordava do coma.



- Eu posso ficar contigo se quiseres.
– Disse Tom abraçando-a.



- Não obrigada. Eu fico bem. – Ela respondeu
limpando as lágrimas.



- Se precisares de alguma coisa é só
ligar. – Falei.



- Obrigada rapazes.


Despedimo-nos dela com um forte
abraço e seguimos para casa. Estranhei o facto de Tom ter ficado em casa, ele
sempre saía quando podia.



- Não vais sair? – Perguntei pegando
numa fatia de pizza.



- Não estou com vontade.


Ergui o meu olhar para a cara dele.
Será que o meu irmão estava doente?



- Porquê? – Perguntei surpreendido.


- Apenas não me apetece Bill!


- Wow! Quem é que está mal disposto
agora?



Tom suspirou e sentou-se na cadeira.


- O que se passa? – Perguntei preocupado.


- Eu não gosto de a ver sofrer.


Olhei fundo nos olhos dele e percebi
de quem falava.



- Kelly vai ficar bem, nós estamos do
lado dela para apoiá-la! – Respondi.



- Para mim não chega.


E tive novamente a sensação de que se
passava algo mais no coração dele. Comecei a pensar que não era mais impressão
minha e que Tom podia estar a começar a apaixonar-se por Kelly.



- O que foi? - Ele perguntou.


- Isso é só preocupação? – Eu já
sabia que ele não ia admitir nada por enquanto. Teria de ser sincero consigo
mesmo primeiro.



- Andas a ver filmes onde eles não
existem Bill! – E dito isto ele subiu as escadas e ouvi a porta do seu quarto
bater com força.



Eu acabei por passar o resto da noite
novamente no sofá e adormeci a ouvir música.



Aqueles três meses se passaram, o
nosso álbum já estava pronto, mas só sairia no fim do ano. Georg tinha ido numa
viagem com a família e Gustav fez o mesmo. Eu e Tom passávamos mais tempo com
os nossos pais e com os nossos amigos. Kelly ainda sofria pela sua prima que
apesar de ter acordado do coma, tinha entrado numa enorme depressão e não
falava com ninguém. Eu entendia o sofrimento dela, tinha perdido os pais e não
sabia o que fazer. Kelly tinha-me dito que ela chegava em alguns dias em
Berlim. Iria ingressar na faculdade e viver com ela.



- Ela não fala com ninguém. A minha
mãe não sabe o que fazer, grita de noite e não come nada. – Disse na véspera da
sua chegada.



Tom estava mais presente como nunca,
e para ser sincero, nunca o tinha visto preocupar-se tanto com alguém a não ser
comigo. Sabia que era difícil para ele perceber de que não sentia apenas
amizade. Tom adora curtir a sua vida com muitas aventuras nunca se entregando a
uma mulher só. Mas se ele não abrir os olhos a tempo, vai perceber tarde demais
e perder Kelly para outro.



Então a prima dela chegou, e eu não
sabia porque estava nervoso com isso. Talvez porque ela iria precisar do nosso
apoio ou porque eu iria ficar com o meu coração apertado quando visse a sua
expressão de dor e de perda. Mas sempre que eu e Tom íamos lá a casa, ela
estava sempre fechada no quarto e nunca saía. Eu compreendi, era o seu refúgio
para estar com a dor.



- Eu não aguento mais. Os gritos dela
são mesmo de dor, não fala com ninguém, não come nada, não sai do quarto… E o
pior, é que estou preocupada com a saúde dela, se vocês vissem o estado dela…
Não é apenas de dor, é como se estivesse a morrer a cada dia que passa…



E mais preocupado eu ficava com a
estranha, nem eu sabia ao certo se realmente queria ver tal sofrimento numa
pessoa só, mas Kelly precisava de nós, e a prima dela igualmente.



Ouvi alguém a descer as escadas, só
podia ser ela. Mas eu falei para Kelly.



- Ela precisa muito de ti e de
certeza que ela sabe disso. Dá-lhe mais tempo para sair do seu refúgio.



- Eu acho que já passou tempo demais.
Ela já devia ter reagido!



- Cada um lida com a dor á sua
maneira. Vais ver que ela vai acabar por se abrir… - Disse Tom abraçando-a.



- Espero bem que sim… - Ela respondeu
pensativa. – Vou preparar o nosso lanche.



Kelly levantou e eu e Tom fizemos o
mesmo.



- Nós ajudámos. – Disse Tom.


Caminhamos para a cozinha, e ao
entrar alguém se esbarrou contra mim mas logo se recompôs sussurrando:



- Desculpa.


Não sei o que deu em mim, eu apenas
recuei no passado…



Flashback On


- Promete que não te vais esquecer de mim! – Dizia Bill olhando nos dela.


-Prometo! – A menina sorriu para ele corada.


- Promete que vais voltar!


- Prometo Bill! Nunca me vou esquecer de ti! – A menina deu um beijo
tímido no rosto dele e afastou-se.



Bill aproximou-se e deu um beijo estalado nos lábios dela. A menina
sorriu para ele mais uma vez.



- Será o nosso segredo! – Sussurrou no ouvido dela.


Os pais de Bill pegaram nele ao colo e ele acenou para ela em sinal de
adeus. Nicole cruzou as pernas e balançava o seu corpo para os lados sorrindo
tristemente á medida que Bill desaparecia.



- Vamos querida! – Nicole entrou no carro, mas pronta para voltar
qualquer dia.



Flasback Off


Nicky. Era o nome que passava na
minha mente. Nicky era uma amiga com quem tinha passado alguns anos da minha
infância. Será ela a prima de Kelly?



Fui despertado para a realidade
quando senti o aroma da rapariga no ar. Tão doce. Um perfume que podia viciar
de certeza. Agora não mais me sentia nervoso, mas sim ansioso por vê-la rapidamente.



- Kelly? – Chamei-a ainda absorto nos
meus pensamentos.



- Sim?


- A tua prima… Ela chama-se Nicky?


Kelly olhou para mim com questões
patentes no seu olhar.



- Sim porquê?


Olhei para Tom e disse:


- Lembraste? A Nicky da nossa
infância?



Tom sorriu e virou-se para Kelly:


- Bill pensa que a tua prima é a
mesma com quem ele teve um namorico de criança.



Kelly voltou a sua atenção para mim a
sorrir e respondeu:



- Eu não acho que seja coincidência…


Fiquei curioso com o que ela quis
dizer com aquilo, mas ela nem me deixou perguntar.



- Assim que a vires podes ter a
certeza…



Ela piscou o olho mas definitivamente
havia mais naquele olhar. Mas eu apenas conseguia pensar naquele aroma e no
impacto de quando ela se esbarrou contra mim. E desejei por dias que Nicky
saísse do seu refúgio para que eu a pudesse ver.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sex Jan 22, 2010 7:51 pm

adorei mais
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Seg Jan 25, 2010 3:55 pm

Eu vou dedicar este capitulo á minha maninha do meu coração que eu tanto adoro. Kelly, és das pessoas mais importantes para mim e nunca te vou esquecer...Estarás sempre aqui aqui, S2!!! Sei q estarás empre ao meu lado, assim como eu vou estar sempre presente... Amo-te mais que tudo mein liebe!


6

"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um
olhar."
(Leonardo
da Vinci)


Entrei no meu quarto ainda a pensar
naquele perfume e no momento em que me esbarrei com ele. Amaldiçoei-me por não
ter olhado para o seu rosto para descobrir ser o Bill que tinha deixado cá. E
se fosse? O que lhe diria depois de tantos anos sem nos falarmos? Será que se
lembrava de mim?



Bufei com força, quem se importava se
alguém se lembrava de mim? Tantos meses presa num quarto sem me importar com o
que se passava lá fora ou com as pessoas que mais amava. Que egoísta que fui!



Desci as escadas depois de acordar,
era de manhã e quando olhei para o relógio vi que era neste momento em que
Kelly preparava o seu pequeno-almoço. Vi as expectativas no olhar dela, e vi que
estava na hora de começar a viver, mesmo que muito difícil, não posso fazer
outros sofrerem com a minha dor. Ela era só minha e irei viver com ela até ao
fim dos meus dias.



- Bom dia – A minha voz ainda
continuava um sussurro perturbante. E isto também teria que mudar.



- Bom dia! – Ela falou animada. –
Queres que te prepare o pequeno-almoço?



- Só se puder ajudar… - Respondi com
um sorriso.



Senti como se fosse bom estar de
volta, e eu apenas saí do meu refúgio quando recuei no passado e me lembrei do
meu amigo colorido que tanto adorava na altura. E perguntei-me como estaria ele
agora, se ainda se lembrava de mim e se era feliz como tanto merecia. E eu
estava de volta, como lhe havia prometido…



- Em que tanto pensas? – Perguntou Kelly
interrompendo os meus pensamentos.



- Apenas nas minhas memórias de
quando vivia cá, porquê?



- Estavas a sorrir…


Não tinha reparado que sorria até ela
me ter falado nisso, e realmente eu estava a sorrir verdadeiramente. Senti o
meu coração bater de novo, apenas por causa do Bill. Eu tinha de o encontrar,
mesmo que para isso tivesse de atravessar o atlântico.



- Que vais fazer hoje? – Perguntei.


- Eu convidei aqueles meus amigos
para virem cá de novo… Podias ficar connosco…



- Hum… Eu vou dar uma volta primeiro.
Depois cá apareço ok?



- Claro! Se quiseres eu digo aos
rapazes e eles vêm mais tarde. Assim posso ir contigo…



- Não, eu quero andar sozinha… Para
pôr a minha mente em ordem se não te importares…



- Claro que não…


Ficámos em silêncio por alguns
minutos, até que Kelly perguntou.



- Gostas de Tokio Hotel?


Tokio Hotel… Esse nome era familiar
aos meus ouvidos. Eram uma banda alemã que andava a fazer muito sucesso em
Portugal.



- Eles são conhecidos em Portugal,
mas eu nunca os vi nem nunca ouvi uma música deles… Dizem que são muito bons…



- Os melhores! – Exclamou Kelly.


Sorri perante a felicidade dela, era
tão bom ver aquilo brilho nos olhos dela…



- Já acabaste? – Perguntou.


- Sim, porquê? – Respondi curiosa.


- Vem comigo.


Kelly agarrou na minha mão e guiou-me
até ao quarto dela. Assim que ela fechou a porta, vi um poster gigante da
banda. E quem mais captou a minha atenção foi aquele rapaz de cabelo preto com
madeixas brancas espetado para todo o lado… Ele fez-me lembrar do Bill, o meu
amigo colorido…



- São eles… Nunca os viste numa
revista?



- Por incrível que pareça não…


Eu continuava com os meus olhos
presos naquele rapaz… Tão lindo, tão perfeito, e ainda tinha aquela sensação de
que o conhecia há anos e de que era aquele meu Bill…



- Mas porque me perguntas se os
conheço? – Perguntei agora observando os outros membros da banda…



- Hoje á tarde vais saber…


Sorri, e respondi…


- Não serias tu sem os teus mistérios
pois não?



Kelly fez-me um olhar misterioso e
alegre, preparava algo, podia ver isso nas suas expressões…



Depois de ajudar Kelly a arrumar a
casa e do almoço, saí para a rua sentindo uma brisa fria no meu rosto e
percorrer toda a minha espinha. Eu não sabia porquê mas sentia que algo ia
acontecer muito bem em breve…



Não sei por quanto tempo caminhei,
mas estava a sentir-me bastante bem… Nem sei como fui capaz de me fechar no meu
quarto por longas semanas e negar a beleza de Berlim? O tempo estava a ficar
cinzento, logo poderia chover, mas mesmo assim continuei a caminhar. Parei numa
ponte observando o rio passar por debaixo de mim, era bom para descansar um
pouco e voltar para casa. Promessa: eu vou recuperar desta maldita depressão e
procurar ser feliz. Já chega de chorar e de me alimentar da tristeza. Ia passar
não só a existir mas também a viver.



Dirigi-me para casa, e assim que
senti pingas de chuva na minha testa comecei com o meu passo acelerado. Cheguei
em casa e logo ouvi vozes vindas da sala de estar, eram os amigos da minha
prima. E de repente fiquei nervosa, e se aquele rapaz com quem me choquei no
outro dia estivesse ali?



Entrei na sala e vi dois rapazes
sentados no sofá. E logo percebi o mistério de Kelly. O vocalista e o
guitarrista da banda Tokio Hotel estavam lá. Vi o de rastas olhar para Kelly
com um interesse que ia além de amizade, e o outro… Que me fitava com muita
atenção e com um olhar doce, o mais doce que se pode receber na vida. E tive a
certeza de que era o Bill, o meu Bill.



Kelly levantou-se e fez as
apresentações.



- Ainda bem que
vieste! Rapazes, esta é a Nicky, a minha prima que está a morar comigo e com os
meus pais… Nicky, este inocente é o Tom e o seu irmão gémeo Bill.



Eu não dei
muita importância ao que ela dizia, pois estava presa naquele olhar que me dava
vontade de correr para os braços dele e ser feliz.



Ele veio até
mim e lentamente deu-me um beijo no rosto, doce como aquele que dávamos quando
éramos pequenos. Corei, disso tinha certeza, mas Bill afastou-se muito
lentamente, nunca desviando o seu olhar do meu. E tive a sensação de que tinha
atingido o paraíso.



- Olá Nicky…
Há tanto tempo que não nos víamos…



- Muitos
anos se passaram não é verdade?



Eu não
conseguia fazer mais nada, apenas ficámos a olhar intensamente um para o outro,
sorrindo. Queria aproveitar aquele momento em que o meu coração batia
freneticamente e quando olhei para os seus lábios tive um impulso de o beijar,
mas claro que tive de me controlar… Até porque estava mais enfeitiçada por
aquele olhar doce e carinhoso que aquele ser mantinha sobre mim…


Última edição por Hellly em Seg Jan 25, 2010 8:23 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Seg Jan 25, 2010 6:24 pm

eu nao acredito que paraste ai
eu mato te
quero mais
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Seg Jan 25, 2010 8:30 pm

eu tambem te amo muito paixão. é claro que nunca te vou esquecer. vais ter que me aturar para o resto da tua vida.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sex Jan 29, 2010 1:13 am

7





“Dá-me um olhar/Que eu te darei um motivo…/Dá-me um sorriso/Que eu te
darei uma razão…/Dá-me os teus lábios/Que eu te darei um beijo…/Dá-me um
ouvido/Que eu te darei uma voz/Dá-me o teu passo/Que eu te darei um
futuro/Dá-me um sim/Que eu te farei feliz.”
(Olavio Roberto)


Ela não saía do seu quarto, e eu
começava a ficar impaciente. Se antes tinha dificuldade em dormir, então agora
é que não dormia mesmo.



- Eu não acredito que estás assim por
causa da prima dela! Nem sabes se é mesmo a Nicky!



- Só pode ser ela! Não existem
coincidências… - Eu queria arduamente acreditar que era ela sim, apenas pensava
nela a toda a hora e ficava nervoso sempre que Kelly vinha a nossa a casa. E
sim, eu tinha ficado com o cheiro daquele perfume na minha mente durante
aqueles dias ansiosos e nervosos. – Bom, vamos logo porque hoje temos de falar
com a gravadora.



- Chato… - Resmungou Tom ainda a
beber o seu sumo de laranja.



Saí de casa e olhei para o céu,
sorri. Combinávamos, o tempo estava cinzento, nervoso e ansioso, como eu. E
tudo isto porquê? Porque vou para casa da Kelly depois de falar com a
gravadora. E tomara que Nicole saia do seu refúgio, nem que seja apenas para
ver um fio de cabelo dela…



O nosso álbum já estava pronto,
estávamos agora a marcar as datas para a nova tour que se iniciará no próximo
ano.



- Tom vais ficar aí ao telemóvel o
tempo todo? Eu vou indo para casa da Kelly.



Tom olhou para mim e desligou o
telemóvel em segundos. E era sempre assim, sempre que referia o nome de Kelly,
Tom prestava toda a atenção. Como era possível não se aperceber que desejava
Kelly mais do que uma amiga? Pensei nas suas razões, se eu tivesse uma amiga
que me era próxima, então teria medo de atirar tudo para o ar caso ela me
recusasse, mas mesmo assim não desistiria nunca de a conquistar. Mas talvez Tom
estivesse inseguro demais para estar certo dos seus sentimentos e por medo de
perder a amizade de Kelly. Suspirou, se ao menos não fosse tão casmurro!



Eu saí depois de Tom, cada vais
nervoso e ansioso por chegar a cada dela e ver Nicole. Mas tal não aconteceu,
Kelly havia dito que Nicole tinha dado os primeiros passos para sair da
depressão que a consumia, tinha tomado o pequeno-almoço com ela e tinha saído
para dar uma volta. Iria voltar para se juntar a nós mais tarde. E ao ouvir
aquela boa notícia, o meu coração bateu como nunca o tinha sentido.



Uma hora passou e ela não chegava,
duas e mais uma… Será que tinha desistido de vir para a nossa beira? Mas então
eu a vi. Tão perfeita quanto antes, mas claro, agora era uma mulher e muito
mais linda. Aqueles olhos azuis fitavam-me, e eu apenas senti que estava a
mergulhar neles há medida que o meu coração ficava preso diante daquele olhar.



- Ainda bem
que vieste! Rapazes, esta é a Nicky, a minha prima que está a morar comigo e
com os meus pais… Nicky, este inocente é o Tom e o seu irmão gémeo Bill.



Kelly fez as apresentações, mas eu já
sabia que aquela rapariga na minha frente era a minha Nicky.



- Olá Nicky…
Há tanto tempo que não nos víamos…



- Muitos
anos se passaram não é verdade?



A voz dela não passava de um
sussurro, observei o seu rosto lindo, branco que chegava a parecer uma boneca
de porcelana, mas as suas olheiras realmente preocupavam uma pessoa. E vi nos
seus olhos a tristeza em que se afundava, torturava-a e matava-a aos poucos.
Queria abraçá-la e mantê-la nos meus braços protegendo-a contra a escuridão que
se apoderava dela. Ela não merecia sofrer, e apenas pensava em fazê-la sorrir e
nunca mais sair da vida dela de novo. Eu não iria deixar que ma tirassem de mim
agora que finalmente a encontrei.



- Senta-te connosco! Nós vamos ver um
filme…



Ela desviou o seu olhar do meu e
perguntou a Kelly:



- Que tipo de filme?


E ao ver aqueles lábios vermelhos
deu-me vontade de provar o gosto deles e movê-los docemente contra os meus.



- Terror. O que achas? – Respondeu Kelly.


- Óptimo! Adoro filmes de terror.


Ela sentou-se perto de mim sorrindo
levemente. E durante o filme, ela apertava as mãos com o medo, mas outras vezes
relaxava respirando levemente. Eu queria desesperadamente agarrar na sua mão e
mostrar-lhe que não precisava de ter medo, estava ao lado dela, e queria estar
sempre. Eu não dei quase atenção nenhum ao filme, nem sabia qual era a
história, estive sempre atento às reacções de Nicky.



Então o filme acabou, e todos
relaxaram, vi que Tom segurava a mão de Kelly, e desejei fazer o mesmo com a
minha Nicky, mas sabia que era muito cedo para retomar os laços do passado.



Ela olhou um segundo para mim,
perguntei-me se ela sentia o mesmo que eu ou se o passado era apenas uma
recordação.



- Então formaste uma banda… Como é a
sensação de ser adorado por quase todo o mundo?



- Uma boa sensação sem dúvida, mas
entrei no mundo da música para dar a conhecer às pessoas aquilo que eu faço. O
que eu realmente eu quero fazer para toda a vida.



Ela sorriu novamente, eu já tinha
dito o lindo sorriso que ela tem? Tão doce e cativante…



- Eu não sabia de nada, mas de
certeza que vou ficar fã logo no primeiro segundo da primeira música que ouvir.



Sorri, e também era um doce de
rapariga. Estava surpreso com o bater frenético do meu coração, há tanto tempo
que não o sentia assim, e aquela felicidade repentina era a melhor sensação de
todas.



- Ouvi dizer que vais para a universidade.
Que curso?



- Língua e Literaturas modernas. A
minha grande paixão.



Ambos sorrimos, a beleza dela era
algo incomparável, se me perguntassem se conhecia a deusa da beleza apenas um
nome sairia dos meus lábios. Nicky. Aquele nome cantava no meu ouvido com uma
doçura e ao mesmo tempo fervorosamente de a ter em meus braços. Perguntei-me se
o amor era algo que se podia sentir em apenas um dia, ou se era apenas o início
de um grande amor. Olhei mais um fundo nos olhos dela, assim como ela fez
comigo. Era hipnotizante e intenso a maneira como que nos olhávamos. Podia
jurar até que vi um brilho nos olhos dela, um brilho diferente de quando éramos
apenas crianças, mas um brilho mais doce e algo que eu não conseguia decifrar.



- Pensava que nunca mais te ia ver… -
Falei sem pensar.



Vi as suas bochechas ficarem coradas
levemente e apeteceu-me acariciá-las. Como ficava fofa…



- Bom, eu prometi que ia voltar não
prometi? – Apesar de o sorriso dela não ser feliz, já era um começo para
fazê-la sorrir mais vezes. E vê-la sorrir seria a minha missão para toda a vida…
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sex Jan 29, 2010 1:27 am

tao lindo
eu quero mais
eu tambem quero um tom asim para mim
lol
sabes que eu estou a brincar
bem
mais imediatamente
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sab Fev 06, 2010 6:47 pm

8









“Quando o amor enche o coração, não deixa nele lugar para mais nada. Nem
para o ódio, nem para o rancor, nem para o orgulho.”
(José Mallorqui)


Aquela tarde foi a melhor que já vivi
em todos aqueles meses infernais. Bill era como um porto seguro. Um anjo
especial que quando estava perto dele sentia-me capaz de viver e de voltar a
ser feliz.


- Foi muito bom encontrar-te. – Disse
Bill mostrando o seu sorriso mais doce.


- Muito bom mesmo… - Sussurrei
fitando aqueles olhos penetrantes.


-O lanche está pronto! – Disse Kelly
entrando na sala.


Fiquei surpreendida com o tempo que
passei a conversar com Bill. Foi a conversa mais longa que tive em meses. E no
fundo, queria continuar a falar com ele, tocar no seu rosto e beijar suavemente
aqueles lábios carnudos.


- Eu não estou com fome. – Disse fugindo
do olhar de Bill que provavelmente me censuravam pela minha falta de apetite.


- Hmm… Sabes qual é o problema? –
Falou Tom. – É que comigo ninguém perde o apetite! – E dito isto pegou em mim
ao colo levando-me para a cozinha. – Eu fiz um batido de morango muito bom!


E pela primeira vez em meses eu
sorri. Sorri com uma enorme vontade.


- Eu sou o melhor na cozinha. Não é
Bill?


Olhei para Bill que se sentava ao meu
lado e sorriu divertidamente para mim.


- Não, isso não é verdade! Espera até
a Nicky provar dos meus cozinhados…


- Óptimo, podemos fazer competição! –
Respondeu Tom.


Ri-me. Era realmente bom estar com
eles.


- Ele é sempre assim? – Perguntei a
Bill.


- Sempre. Com ele ninguém se sente
triste. – Respondeu.


- Não ligues Nicky. Tom sempre foi
convencido! – Falou Kelly.


- E não tenho razões de o ser? – Tom sujou
o nariz de Kelly com chocolate derretido e Kelly fez o mesmo com ele. O que me
deu a sensação de que eles eram mais do que bons amigos.


Cheguei-me para mais perto de Bill e
disse:


- Impressão minha ou aqueles dois são
mais que amigos?


- Sabes que eu penso o mesmo? Tom
olha para ela de uma maneira muito especial.


Sorri para Bill como quem tem a
resposta óbvia e disse:


- O olhar que Tom mantém sobre ela é
de um homem apaixonado.


- Tom não vai admitir o que sente até
perder Kelly. É casmurro demais.


- Mas nós podemos mudar isso. De
certeza que Tom não é indiferente para Kelly.


Bill sorriu para e perguntou:


- Vamos servir de cupidos?


- Vamos. E no fim ainda nos vão
agradecer!


Bill continuou a encarar-me enquanto
comia uma fatia de bolo, então saiu da boca dele uma pergunta inesperada:


- Os cupidos também se podem
apaixonar?


Eu não sabia o porquê daquela
pergunta, ou então tentava fingir que não fazia ideia. Daí a minha resposta:


- Hmm, todos se podem apaixonar.
Inclusive os cupidos que são dos maiores símbolos do amor.


Ele sorriu de novo, o meu sorriso
preferido. O meu coração acelerou quando Bill ergueu o braço e passou uma das
suas mãos no meu cabelo colocando uma madeixa atrás da minha orelha.


Ele não respondeu, apenas ficou
observando-me a comer, e eu com muita vergonha tentava não olhar para ele.


- Pára! – Falava Kelly rindo-se das brincadeiras
de Tom.


Era bom ver alguém apaixonado, e a
minha prima ficava com aquele brilho que era impossível não desejar estar
apaixonado.


- Amar deve ser bom… - Falei sem
pensar.


Bill voltou a dará sua atenção para
mim e eu encarei-o sem vergonha.


- Já amas-te alguém? – Perguntei.


- Sim. E é tão bom estar apaixonado.
Parece que não vês mais nada além da pessoa que amas.


Fiquei tão atenta nas palavras dele
que não me dei conta que estava muito próxima dele.


- E amas alguém neste momento? – Ok,
eu devia ter-me controlado com essa pergunta, mas eu queria saber se havia
alguém no coração dele. E depois uma amiga podia fazer desse tipo de perguntas
não podia?


Contemplei as expressões de Bill,
estava pensativo, indeciso? Pensei na minha pergunta inofensiva, o que havia
para pensar?


- Eu não sei se é amor, talvez ainda
seja muito cedo para dizer que a amo, mas sinto algo muito forte pela rapariga.


E sem razão eu fiquei abatida com
aquela resposta, teria ele alguém muito especial na sai vida e eu tinha voltado
tarde demais?
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sab Fev 20, 2010 3:21 pm

tao lindo
cada vez mais me surpreendes
quero muito mais.
alguem anda a tentar roubar me o trabalho
lol
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Hellly
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sex Fev 26, 2010 9:42 pm

9






"Se eu fosse um anjo da guarda, viveria para te guardar, mas como
sou humano, vivo para te amar."
(Romeu Tiba)


Eu podia dizer que estava feliz em
fazer de cupido para o meu irmão, mas eu estava ainda mais feliz por ter a ajuda
de Nicky.



Não sabia ao certo o que sentia por
ela, mas já era o suficiente para não conseguir viver sem ela e querê-la ter ao
pé de mim para todo o sempre. E desistir não era uma palavra que estava no meu
vocabulário, o que quer dizer que vou conquistá-la com todas as minhas forças.



Fui para a sala onde ela estava, era
a minha oportunidade.



Sentei-me ao lado dela, e percebi que
reagia á minha presença da forma como eu reagia á dela. Já era um começo.
Talvez não seja o único a ficar apaixonado…



- Olá de novo! – Falei a sorrir.


Ela riu-se e notei que os olhos dela
estavam tristes de novo. Percebi que a solidão fazia isso com ela, lembrava-lhe
do passado e torturava-a. Solidão não era bom para ela, e do que dependia de
mim, Nicky não ficará sozinha nunca!



-Olá… - E então aquela voz baixa e
sem vida fez com que me sentisse ainda pior, ela tinha de ser feliz, não
importa como, mas eu tinha que a fazer feliz.



- Tenho um convite para te fazer… -
Comecei. Observei a reacção dela e vi que tinha corado um pouco.



- Que convite?


- Surpresa…


Eu não sei o que me levou a dizer
aquilo, ia simplesmente convidá-la para ir tomar um café ou algo do género. Foi
completamente inesperado. Mas ideias passavam na minha cabeça. Iria
surpreendê-la.



- Surpresa? – Ela olhou pensativa
para a janela e logo depois sorriu muito levemente para mim.



- Ok, eu aceito. – Ela esticou os
braços e encolheu-se continuando com aquele sorriso doce. Algo que ela fazia
quando éramos pequenos, e pelos visto continuava a ser tímida como dantes.



- Então só preciso que leves um
bikini para a noite.



Nicky levantou uma sobrancelha e
perguntou:



- Vamos para a piscina? Mas não vai
dar muito nas vistas? Como…



- Não te preocupes com isso. Eu vou
tratar de tudo. – Interrompi-a com a minha voz misteriosa.



- Gostas de me deixar curiosa não
gostas?



-Essa é a intenção!


Sorrimos os dois, como era bom estar
na presença dela. Observei por mais um pouco os movimentos dela, e
surpreendi-me de que Nicky ainda continuava a ser a mesma menina que conheci na
nossa infância: Tímida, carinhosa, altruísta e… minha. Sim, todos aqueles
movimentos e olhares que me dava continuavam iguais, apenas tinha crescido e
amadurecido. Eu era dela, assim como ela era minha.



Tom não tinha desgrudado de Kelly
durante o tempo todo, e eu e Nicky ficámos sentado no sofá, falei-lhe sobre o
novo álbum e de como era viver no mundo da música. Ela falou de como foi a sua
vida sem tocar nos seus pais, apenas me disse que tudo era diferente, até as
pessoas tinham outros hábitos.



- E pronto, depois os meus pais… - Ela
parou nessa parte, olhando para as suas mãos e continuou. – Por isso estou
aqui.



Podia sentir a dor que a consumia no
interior, e esforçava-se para não me mostrar nada. Era como se ainda vivesse no
seu refúgio, escondendo-se de todos. Nicky tinha que se soltar para conseguir
seguir em frente.



Agarrei nas mãos delas e aproximei-me
do seu rosto. E fitando-a disse:



- Nós estamos aqui para ti. Eu estou
aqui para ti. – Enfatizei no “eu” para ela estar segura de que desta vez nenhum
de nós iria fugir, e agora que ela tinha voltado para ficar tudo iria ser bem
melhor.



Nicky deixou cair uma lágrima e
sorriu.



- Obrigada…


Limpei a lágrima dela com o meu dedo
e segurei o rosto dela com as minhas duas mãos. Beijei-a no sítio de onde a
lágrima tinha escorrido e sorri. A minha Nicky continuava com a pele macia,
como a de um bebé. Vi que o rosto dela estava agora corado e os seus olhos não
mais mostravam tanta tristeza, mas tinham agora um brilho que combinava com o
seu olhar.



- Tenho de ir. Tenho de preparar a
tua surpresa.



- Isso é para me por ainda mais
curiosa? – Ela perguntou a rir-se.



- É sim… - Respondi outra vez
misterioso.



Antes de me despedir dela trocámos os
nossos números de telemóvel. E com certeza iria ligar-lhe antes de dormir.



- O senhor romântico em acção… -
Falou Tom depois de lhe contar a minha tarde com Nicky.



- Eu acho que estou a ficar
apaixonado…



- Tu estás apaixonado! Tens é de
lutar por ela agora…



Olhei para ele, se eu conseguisse
conquistá-la, será que a nossa relação iria resultar?



- O que se passa? – Perguntou Tom
apercebendo-se da minha luta interior.



- Eu acho que não vou conseguir ter
nada com ela. Eu digo, quando formos em tour como é que vamos aguentar a
distância?



O grande factor que me impede ter uma
namorada estável é o meu trabalho agitado. Qual era a rapariga que aguentaria
ficar longe do seu namorado? Nenhuma. E eu também não aguentaria as saudades e
saber que a fazia sofrer com a minha ausência.



- Não comeces a pensar no fim de algo
que ainda não começou. E depois ela pode acompanhar-nos em alguns concertos sem
ter que atrapalhar as suas aulas. Não és tu que dizes que tudo é possível?



Afirmei com a cabeça e Tom e
continuou:



- Então luta pela Nicky e sê feliz.


Tom tinha razão, tinha de lutar pelas
pessoas que amo, e Nicky é a pessoa que mais quero neste mundo.



Liguei para o dono das piscinas onde
eu e alguns amigos costumamos estar e pedi para que fechasse á noite. Claro que
teria de lhe pagar, mas por Nicky valia a pena.



E como já era de se prever, antes de
dormir, peguei no telemóvel e liguei para ela.



- Sim?


- Olá… - Falei.


- Já me disseste umas três vezes olá
hoje!



Ri-me, ela tinha razão.


- Ok então vou mudar. Boa noite…


Ouvi o sorriso dela do outro lado e
respondeu:



- Boa noite… Posso saber porque me
ligas?



- Queria apenas desejar-te boa noite
e bons sonhos…



Queria que ela sonhasse comigo,
queria que ela sentisse o mesmo que eu sentia por ela…



- Hmm… obrigada… Boa noite para ti
também e bons sonhos. – Ela respondeu com uma voz tão carinhosa que senti como
se ela estivesse aqui ao meu lado aninhada no meu peito.



- Beijo…


- Outro para ti Bill…


Assim que ela desligou senti o meu
coração frenético, a voz dela era tão amável que era impossível resistir de
sorrir.



Rolei na cama, e para minha surpresa
dormi.



Acordei de manhã um pouco tarde, mandei
uma mensagem á Nicky que a iria buscar depois do almoço.



Tomei um banho e vesti-me. Tinha que
admitir que estava um pouco nervoso com a minha saída. Nunca antes me senti tão
preso numa rapariga como agora. Talvez seja amor mesmo. E só estaria bem quando
a tivesse nos meus braços dizendo que me ama.



- Nervosinho… - Brincou Tom.


- Que bom humor Tom, vais estar com a
Kelly é?



Resultou. Tom calou-se e não disse
mais nada. Sorri, também conseguia ser irritante de vez em quando.



- Eu já vou… - Falei pegando nas
chaves do meu carro. – Se trouxeres alguma miúda para cá tem cuidado, não te
esqueças de que agora temos vizinhos.



Ri-me da cara dele, Tom ainda tentou
alcançar-me com uma colher suja de gelado mas já não foi a tempo.



Cheguei em casa de Nicky e fiquei
fascinado com o que vi. Nicky vestia um vestido preto curto, com decote em V
bem vistosos e com tacão alto preto. Minha menina era uma mulher, e que mulher!



- Tu estás divinamente linda… - Foi o
que consegui dizer quando me aproximei. O seu cabelo estava puxado para trás,
fazendo uma repa que estava presa atrás da sua orelha, e dava para sentir o
cheiro dele quando a cumprimentei.



- Obrigada… Tu também estás perfeito,
como sempre.



Abri a porta do carro para ela e
assim que entrei no meu lugar liguei o carro.



- Posso saber para onde vamos? – Ela
perguntou com casualidade. Mas notei uma ponta de curiosidade e sorri.



- Não vale a pena, eu não vou dizer.


- Vou ter que esperar então…


Ela ligou o rádio, e nesse momento
passava uma música que eu não conhecia, mas pelos vistos Nicky conhecia.
Percebi que a letra da música tinha muito a ver com ela, com a dor que ela
sentia. E também percebi que era um pedido escondido para a salvar, ela queria
ser salva. E queria que fosse eu…



Apertei o volante com alguma força,
ela sofria mais do que eu pensava, e o pior de tudo é que Nicky não deixava ninguém
ajudá-la, fechava a sua dor dentro de si e vivia como se nada fosse. Tirei uma
das mãos do volante e peguei na mão dela. Nicky correspondeu ao meu toque
agarrando-a também. E não eram precisas palavras para aquele momento, nos já
sabíamos que de uma maneira ou de outra, pertencíamos um ao outro.



- Chegámos. – Falei ao fim de alguns
minutos.



Nicky olhou pelo vidro e ficou
desnorteada.



- Onde estamos?


- Já vais ver.


Andámos um pouco por entre as árvores
e chegámos ao local. Nicky abriu a boca num espanto e sorriu.



- Gostas? – Perguntei.


- É lindo!


Era um sítio que tinha encontrado há
alguns anos trás quando discuti com o meu irmão e saí para pensar.



Um grande lago estava á nossa frente,
podia ver-se o sol lá no céu a brilhar, as flores secas no chão que levantam no
ar com o vento, e uma grande árvore que servia de apoio para nos sentarmos.



- Eu sei que devíamos partilhar as
belezas na natureza com o mundo, mas esta apenas quero partilhá-la contigo.



Ela olhou para mim outra vez com
aquele brilho nos olhos que tanto gostava e sorriu. Se ao menos pudesse ficar
ali para sempre com a minha menina…



Beijei a testa dela e sentámo-nos no
chão apoiados á tal árvore. Nicky ficou de apoiada no meu peito a olhar o lago,
enquanto eu passei os meus braços ao redor dela.



- É como um enorme buraco no meu
peito… - Nicky falou. E percebi que se estava a abrir, estava a deixar-me
entrar. – Que me impede de respirar e sufoca-me. Custa pensar que nunca os vou
poder ver, que todos os momentos que passei com eles nunca mais se vão repetir
novamente… Todos os dias que penso que podia ter sido uma filha melhor, que
podia ter evitado aquele acidente… - Então ela começou a chorar. Abracei-a com
mais força. – Os pesadelos são horríveis, não consigo dormir tranquilamente sem
tomar comprimidos. E eu tenho medo Bill… Tenho medo de cair no abismo e ser
mais uma desilusão para todos, como fui para os eles…



-Nicky… - Falei, mas ela interrompeu-me.


- Eu sei que é tudo culpa minha!


-Não Nicky… Não faças isso. Não tens
culpa de nada. E de certeza que os teus pais adoram-te e estão muito orgulhosos
de ti, por terem uma filha adorável. E essa dor que tens no teu peito, meu
amor, vai passar. Juro-te que vai…



Nicky parou de chorar e virou-se até
ficar de frente para mim.



- Obrigada…


Ela abraçou-se a mim, e sussurrou de
novo:



- Obrigada por tudo…


- Estarei sempre aqui
para ti… - E dizendo isto beijei o ombro dela que estava descoberto.



Nicky colou as nossas
testas e acariciou a minha face.



- És tudo…


Ficámos abraçados
durante a tarde toda, deixei que Nicky repousasse no meu ombro e chorasse mais
um pouco. Até que escureceu e disse-lhe:



- Hora de irmos…


- Piscina? – Perguntou
a sorrir.



- Sim… E depois vamos
jantar.



Ela sorria agora, como
se tivesse feliz, verdadeiramente feliz…



Durante o caminho para
a piscina demos outras vez as nossas mãos a apenas as largámos quando parei o
carro.



- Estão abertas apenas
para nós… - Disse-lhe ao sair do carro.



- A sério?


- Sim, eu conheço o
dono, e ele não se importa de me fazer estes favores de vez em quando…



Pedi as chaves dos
balneários e dei uma a Nicky para se ir vestir.



- Estarei na piscina á
tua espera. – Falei. – Até já.



Depois de vestir os
meus calções saí e sentei-me na beira da piscina á espera dela. E quando a vi,
pensei que tudo era um sonho. Nicky vestia um bikini preto bem á sua medida. E
a sua pele branca fazia contraste com aquele tom preto, que na noite a fazia
parecer uma deusa. Ela olhou para a água um pouco hesitante e logo percebi.



- Não te preocupes,
está quentinha…



Entrei na água dando
um mergulho, assim como ela fez de seguida. Ficámos em frente um ao outro e
olhei para a lua.



- É linda… - Falou
olhando para ela também.



- Não tanto como tu… -
Respondi acariciando o rosto dela.



Então aproximei-me
mais dela, tinha esperado tanto aquele momento. Nicky não recusou os meus
avanços, pôs um dos seus braços á volta do meu pescoço e deixou que os meus
lábios tocassem os dela. E como eu tinha sonhado, eram macios e doces. Podia
sentir a respiração quente dela contra a minha, aproveitando aquele momento só
nosso. Aprofundei mais o beijo explorando a boca dela com a minha língua
enquanto a abraçava mais forte contra mim. Sentia as mãos delas passarem pelas
minhas costas até ao meu cabelo. A forma como ela me correspondia era tão doce
e carinhosa que dava vontade de a beijar durante toda a noite. O beijo começou
a ficar urgente, anunciando o fim, deixei uma das minhas mãos no cabelo dela e
outra na sua cintura. Até que suguei o lábio inferior de Nicky e nos afastámos,
encarando os olhos um do outro.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sab Fev 27, 2010 12:28 am

eu mato-te mesmo.
achas que se para aqui rapariga?
deixas-me nesta curiosidade?
continua isto imeditamente
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Ter Mar 23, 2010 12:21 am

capitulo 10






"O medo de sofrer é pior do que o próprio
sofrimento. E nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus
sonhos."
(Paulo Coelho)


Eu não
sabia o que dizer depois daquele beijo doce, mas o que era certo é que estava
no paraíso. Um anjo estava na minha frente segurando o meu rosto como se fosse
uma pétala de flor muito delicada.



- Bill… -
Falei.



- Shh… -
Ele deu-me um beijo curto nos lábios e falou – Eu não te quero pressionar,
então vamos com calma… E quando souberes o que queres fazer da nossa relação aí
falamos sobre isto…



Bill era
realmente um anjo que tinha caído do céu para me salvar da tortura que vivia.



Sorri para
ele, afinal, quem não se derretia com o olhar doce dele?



Continuamos
na piscina durante algum tempo, Bill abraçava-me quase o tempo todo e
atirava-me água para me provocar. Era realmente estar com ele, parecia que o
sofrimento abandonava o meu ser e permitia-me sentir a felicidade que sempre
procurei e nunca encontrei.



Bill
esperou por mim á porta do balneário, sempre com o seu sorriso doce. E ao
voltar para casa perguntava-me se merecia tal felicidade, não devia eu sofrer
pela culpa que me consumia? Não devia estar no meu quarto a chorar e a deixar
consumir-me pelos pesadelos que me caçavam sempre que adormecia? Merecia eu
amar e ser amada?



Regra
número sete: Pensar é como um caminho de punição, e eu penso demais.



- O que
tanto pensas?



Fui
interrompida por aquela voz que me fazia subir aos céus, mas nem ele conseguia
fazer com que parasse de pensar e aproveitar o que tinha na minha vida. Era
cobarde e idiota demais.



Regra
número oito: Malditas regras!



- Apenas a
pensar na faculdade. – Menti. Porém Bill olhou para mim como se soubesse que o
que me ia na cabeça, e assim que chegámos em casa disse:



- Nicky,
eu sei que estivemos afastados por muito tempo, acredita que se nunca tivesses
ido embora eu iria lutar pela tua felicidade todos os dias da minha vida,
infelizmente não foi isso que aconteceu. Mas agora que voltaste eu não vou
desistir. Sei que estás a passar por um momento muito difícil e que te custa
seguir em frente sem as pessoas que amas, mas é preciso um esforço da tua parte
para me deixares entrar no teu coração. Deixa-me conhecer os teus medos, os
teus pensamentos, tudo o que corre dentro de ti…



Eu não
sabia que estava a chorar até sentir as lágrimas rolarem na minha face. Ele
tinha razão e eu sabia. Mas eu não estava preparada para me entregar. Seria
duro demais se o magoasse ou se o perdesse também. Mas porque tem de ser tudo
tão complicado e confuso?



Bill
continuava a olhar para mim à espera de uma resposta, até que ergueu a sua mão
e limpou uma lágrima do meu rosto. Finalmente consegui uma reacção, que talvez
não foi a melhor. Peguei na mão dele e baixei-a, e de seguida olhei nos olhos
dele e sussurrei:



-
Desculpa…



Saí do
carro e entrei em casa a correr, fechando-me no quarto a chorar
compulsivamente. Era o sofrimento a voltar com força, uma tarde tão feliz para
acabar com sufocos e por gritos silenciosos. Não conseguia seguir em frente,
não merecia Bill, não merecia nada.



Deitei-me
na cama ainda a pensar nele, será que tinha ficado magoado por ter saído
repentinamente? Será que era capaz de me perdoar?



Chorei, por
apenas magoar quem mais amava e por dar parte fraca. Até que adormeci e acordei
de novo com os gritos a sufocarem-me. Tinha esquecido de tomar os comprimidos.
E por isso devo ter acordado todos naquela casa. Porém, ninguém veio bater à
minha porta. Talvez já estivessem habituados.



E o dia
seguinte foi mau, ou até pior. Bill não me ligou nem apareceu. Sentia-me ainda
pior do que da noite anterior. Estava tudo a correr tão bem até que estraguei
tudo. Mas eu só precisava de um tempo, pensava eu. E talvez eu consiga voltar a
ser uma rapariga normal.



Regra
número nove: Deixa-me sofrer, pois é apenas no sofrimento que consigo perceber
o mal que te fiz.



E então os
dias passaram, e nenhum dos gémeos dava notícia. Eu tinha voltado ao meu estado
de sofrimento e não saía mais do quarto. Tinha perdido o meu Bill, o meu porto
seguro, e pior do que isso era por ser tão covarde que nem conseguia pegar no
maldito telemóvel e ligar para um simples número. Um número que me levaria até
ao anjo que me podia salvar desta escuridão.



Kelly
voltara de novo às suas tentativas de conversar comigo. Talvez ela tenha
percebido o que tinha passado entre mim e o Bill e talvez até me culpasse pela
ausência deles.



-
Pequeno-almoço? – Perguntou Kelly entrando no meu quarto com uma bandeja.



- Não
obrigada.



Estava
como sempre deitado na minha cama a olhar pela janela. O dia estava cinzento,
propício para mais um dia de sofrimento.



- Nicky…


Ela tentou
falar, mas eu fechei os olhos e fingi adormecer. Ouvi os passos dela e a porta
a bater. Kelly tinha deixado a bandeja em cima da mesinha de cabeceira, mas eu
nunca peguei nela. Nem tão pouco saí daquele quarto naquele dia. Nem nesse dia,
nem nos dias que se seguiram.
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   Sab Mar 27, 2010 2:04 am

tens que reagir. e vais vr que ele nao ficou chatedo.
quero mais.amei
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MensagemAssunto: Re: [Reedição] Tudo por Amor   

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[Reedição] Tudo por Amor
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